Coisa boa é dormir
E sonhar com liberdade
De voar e subir
Sem nenhuma vaidade
Sonhar com um tudo belo
Belos campos verdes
Olhar da torre do castelo
Sem fome ou sedes
Sedes guardadas
Ou apenas adormecidas
Coisas quadradas
Dores ou feridas
Sonhar com o amor
Amor desconhecido
Sem lembranças da dor
Só um sonho contido
Coisa boa é viver
Sabendo que o mundo
É apenas um ser
E que nada esta imundo...
domingo, 29 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Um Pouco Além – Jardiel Carvalho
A insatisfação que me toma
Não é nem um terço
De tudo o que veio a tona
Das coisas que trouxe do berço
Continuo vendo
Como as pessoas são
E como sempre vivendo
Da forma mais egoísta, e assim são
Todos querem felicidade
E desconfiam da lealdade
E fazem morrer aos poucos
O que tinham conquistado, serão loucos?
Não sei, no momento
Não estou feliz
Trago comigo um tormento
Que me surge diante do nariz
E só hoje penso sobre meus dias
Que não são muito bons
E agora como angustias tardias
Se fazem de vários tons
Vejo que só abalado
Tenho inspiração
E quando chateado
Ouso em criação
Reparo que a mim
Não agrada muita coisa
E quando por fim
Olho pro poste e vejo uma mariposa
Que voa desnorteada
Assim como eu
Com uma asa cortada
Voa torta no tempo seu
Acho que é decepção
Por confiar nas pessoas
E endureço mais o coração
Mas como já disse:
“As pessoas são apenas pessoas”
Não ando vendo um sentido
Em toda a minha vida
Só sou útil pra ser usado
Ou pisado
Mas minha vida rompida
Se desfaz aos poucos
E já estou meio cansado
De gritar como um louco
Sem tão pouco
Ser escutado
Não sei se o que escrevo
Realmente é coerente
Ou se é apenas mais um calo
Que estourado vive ardente
Não consigo ser alguém
E não culpo ninguém
Pelo fracasso meu
Ou pelo descaso seu
Me faço apenas só
Sem medo de virar pó
Pelo egoísmo
Por isso eu cismo
E agora chateado
Um tanto cansado
Reformulo minha vida
Que um pouco sofrida
Tenta ir um pouco mais além...
Não é nem um terço
De tudo o que veio a tona
Das coisas que trouxe do berço
Continuo vendo
Como as pessoas são
E como sempre vivendo
Da forma mais egoísta, e assim são
Todos querem felicidade
E desconfiam da lealdade
E fazem morrer aos poucos
O que tinham conquistado, serão loucos?
Não sei, no momento
Não estou feliz
Trago comigo um tormento
Que me surge diante do nariz
E só hoje penso sobre meus dias
Que não são muito bons
E agora como angustias tardias
Se fazem de vários tons
Vejo que só abalado
Tenho inspiração
E quando chateado
Ouso em criação
Reparo que a mim
Não agrada muita coisa
E quando por fim
Olho pro poste e vejo uma mariposa
Que voa desnorteada
Assim como eu
Com uma asa cortada
Voa torta no tempo seu
Acho que é decepção
Por confiar nas pessoas
E endureço mais o coração
Mas como já disse:
“As pessoas são apenas pessoas”
Não ando vendo um sentido
Em toda a minha vida
Só sou útil pra ser usado
Ou pisado
Mas minha vida rompida
Se desfaz aos poucos
E já estou meio cansado
De gritar como um louco
Sem tão pouco
Ser escutado
Não sei se o que escrevo
Realmente é coerente
Ou se é apenas mais um calo
Que estourado vive ardente
Não consigo ser alguém
E não culpo ninguém
Pelo fracasso meu
Ou pelo descaso seu
Me faço apenas só
Sem medo de virar pó
Pelo egoísmo
Por isso eu cismo
E agora chateado
Um tanto cansado
Reformulo minha vida
Que um pouco sofrida
Tenta ir um pouco mais além...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Cura as feridas - Jardiel Carvalho
O Rótulo que te veste
E apenas bonito
E insiste, reveste
E não vai ao infinito
Sublime é o que em ti
Guardado no mais fundo
Cultivas com sede de rir
Não se torne um moribundo
Explendida é tua essência
E sem displiscencia
Retoma seu eu
Caminha entre as nuvens
Com cabeça erguida
E quando puderes vem
Me supre e cura as Feridas
E apenas bonito
E insiste, reveste
E não vai ao infinito
Sublime é o que em ti
Guardado no mais fundo
Cultivas com sede de rir
Não se torne um moribundo
Explendida é tua essência
E sem displiscencia
Retoma seu eu
Caminha entre as nuvens
Com cabeça erguida
E quando puderes vem
Me supre e cura as Feridas
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Coisas - Jardiel Carvalho
Estranho como as coisas passam
Passam sem deixar muitos vestigios
Passam sem deixar contagios
Apenas passam
Coisas que passam não são profundas?
Não sei mas o que sei
É menos do que sabia antes, Nem sei
Mas quão prfundas e absurdas são? Quantas perguntas...
Bem o que sei é que as coisas passam
Deixam de ser
E sem perceber
Apenas passam...
Passam sem deixar muitos vestigios
Passam sem deixar contagios
Apenas passam
Coisas que passam não são profundas?
Não sei mas o que sei
É menos do que sabia antes, Nem sei
Mas quão prfundas e absurdas são? Quantas perguntas...
Bem o que sei é que as coisas passam
Deixam de ser
E sem perceber
Apenas passam...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Faço palavras - Jardiel Carvalho
Tendo em mente tudo o que me faz ser melhor,
Faço palavras que apenas dizem algo,
Para que quando qualquer um ler, logo
Se livrará de coisas que tenham de pior
Fui eu sempre quem me curei
Só, sem auxílios ou ajudas
Sempre lavei minhas roupas sujas
E quando perdido me achei
Tento sempre por palavras boas em meus escritos
Para que quando você for ler
Possa sentir, Viver
Sem medoe ou preconceitos
Penso, recorto, colo, emendo
Faço com que seja o mais real
Assim posso eu tambem ser real
Seja como for vou fazendo
Fazendo mais palavras
Que possam te servir
Ou apenas suprir
Mas por mais que eu escreva,
São apenas palavras
Faço palavras que apenas dizem algo,
Para que quando qualquer um ler, logo
Se livrará de coisas que tenham de pior
Fui eu sempre quem me curei
Só, sem auxílios ou ajudas
Sempre lavei minhas roupas sujas
E quando perdido me achei
Tento sempre por palavras boas em meus escritos
Para que quando você for ler
Possa sentir, Viver
Sem medoe ou preconceitos
Penso, recorto, colo, emendo
Faço com que seja o mais real
Assim posso eu tambem ser real
Seja como for vou fazendo
Fazendo mais palavras
Que possam te servir
Ou apenas suprir
Mas por mais que eu escreva,
São apenas palavras
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Confins de meu ruir – Jardiel Carvalho
Repouso aqui
Como se fosse uma
Sombra pra ti
Eu que só queria uma
Queria uma sorte
Sem tentar cair
Ou brincar com a morte
E às vezes subir...
Subir em seus cabelos
Gerar mil imagens
Milhões de herdeiros
Sem fazer contagens
Contagens do sol
Do sol que és em mim
Em prol
Em prol de nenhum fim
Nem fim nem ruídos
De sons e dores
Nem como que surgidos
De “Dores”, horrores...
Acalenta nossos olhares
Milhares de vezes
Em vezes que em luares
Remenda, refaz e rezes
Zele por preces
Que longe ou perto
Às vezes apareces
Em tons de branco e preto
Seduz com fogo e luz
Controla suas ternuras
E sabes que induz
As mais belas torturas
Dizendo o que digo
Com certo grau de fome
De farinha ou trigo
Seu olhar me consome
Confins de meu ruir
Em solo quase novo
Quase sempre a sorrir
Me torno eu de novo...
Como se fosse uma
Sombra pra ti
Eu que só queria uma
Queria uma sorte
Sem tentar cair
Ou brincar com a morte
E às vezes subir...
Subir em seus cabelos
Gerar mil imagens
Milhões de herdeiros
Sem fazer contagens
Contagens do sol
Do sol que és em mim
Em prol
Em prol de nenhum fim
Nem fim nem ruídos
De sons e dores
Nem como que surgidos
De “Dores”, horrores...
Acalenta nossos olhares
Milhares de vezes
Em vezes que em luares
Remenda, refaz e rezes
Zele por preces
Que longe ou perto
Às vezes apareces
Em tons de branco e preto
Seduz com fogo e luz
Controla suas ternuras
E sabes que induz
As mais belas torturas
Dizendo o que digo
Com certo grau de fome
De farinha ou trigo
Seu olhar me consome
Confins de meu ruir
Em solo quase novo
Quase sempre a sorrir
Me torno eu de novo...
O observador – Jardiel Carvalho
Andando pelas ruas
Observo as pessoas
Cada um na sua
Cada um, pessoas
Cada gesto revela um olhar
Cada olhar uma expressão
Como se fosse brotar
Coisa cheia de ódio, dor, paixão
E mesmo quando apressado
Passado, assustado
Coisa estranha se revela
Em cada face, no pé que se atropela
Eu como observador,
Apenas vejo as pessoas irem e virem
E com tom desanimador
Às vezes me cumprimentarem
Penso que talvez seja eu
Só mais um observado
Por alguém que como eu
Se faz de resguardado...
Observo as pessoas
Cada um na sua
Cada um, pessoas
Cada gesto revela um olhar
Cada olhar uma expressão
Como se fosse brotar
Coisa cheia de ódio, dor, paixão
E mesmo quando apressado
Passado, assustado
Coisa estranha se revela
Em cada face, no pé que se atropela
Eu como observador,
Apenas vejo as pessoas irem e virem
E com tom desanimador
Às vezes me cumprimentarem
Penso que talvez seja eu
Só mais um observado
Por alguém que como eu
Se faz de resguardado...
Fluir – Jardiel carvalho
Por dias e meses
Andei sobre este solo
E muitos fregueses
Conquistei em teu colo
E hoje ainda, faço de ti
Caminho corrente de mim
E todo impacto que tento em ti
Tem sempre um começo, um meio e um fim
Reparo que só aos poucos
Intero o que falta nas dores que sinto
E vejo que ao correr como louco
Resguardo o que sinto dentro do seu recinto
O estreito vazio que existe em mim
Se ocupa das luzes que olho em teu céu
Mas sempre ao olhar bem dentro de mim
Me sinto culpado assim como um réu
Senti por anos o que houve
Colhi as fortes dores
E todo o som que se ouve
São partes de pequenos temores
Entre as vidas que cultivas
Tento ser a menos pior
E mesmo em locomotivas
Sei que sou quem é menor
Mas queria que não fosse assim
Queria que cuidasse de mim
E que quando chegasse ao fim
Aqui não fosse tão ruim
Estoquei todo o meu tesouro
Dentro de um pedaço teu
Posso até declarar em coro
O quanto queria ter o seu
O seu respeito e lealdade
De modo tão intenso
E que em cada cidade
Teu teor fosse imenso
Tão maior que qualquer coisa
Que queimasse ou flutuasse
Sendo estrela quando pousa
E barco quando atravessasse
Cada rio ou cada nuvem
Que cortasse ia também
E se qualquer um que ousa
Faça como se facilitasse
Facilitasse a vida, vida vem...
Andei sobre este solo
E muitos fregueses
Conquistei em teu colo
E hoje ainda, faço de ti
Caminho corrente de mim
E todo impacto que tento em ti
Tem sempre um começo, um meio e um fim
Reparo que só aos poucos
Intero o que falta nas dores que sinto
E vejo que ao correr como louco
Resguardo o que sinto dentro do seu recinto
O estreito vazio que existe em mim
Se ocupa das luzes que olho em teu céu
Mas sempre ao olhar bem dentro de mim
Me sinto culpado assim como um réu
Senti por anos o que houve
Colhi as fortes dores
E todo o som que se ouve
São partes de pequenos temores
Entre as vidas que cultivas
Tento ser a menos pior
E mesmo em locomotivas
Sei que sou quem é menor
Mas queria que não fosse assim
Queria que cuidasse de mim
E que quando chegasse ao fim
Aqui não fosse tão ruim
Estoquei todo o meu tesouro
Dentro de um pedaço teu
Posso até declarar em coro
O quanto queria ter o seu
O seu respeito e lealdade
De modo tão intenso
E que em cada cidade
Teu teor fosse imenso
Tão maior que qualquer coisa
Que queimasse ou flutuasse
Sendo estrela quando pousa
E barco quando atravessasse
Cada rio ou cada nuvem
Que cortasse ia também
E se qualquer um que ousa
Faça como se facilitasse
Facilitasse a vida, vida vem...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Costumava ser melhor - Jardiel Carvalho
Costumava ser melhor
Mas com o tempo, perdi meu brilho
Queria que o tempo fosse maior
E que o trem de minha vida, não saísse do trilho
Resguardei-me por anos
E nunca ousei me expor um só segundo
Como um morcego por sobre os panos
Escondi-me em uma caverna, no centro do mundo
Pousei como o vento por sobre a água
Com sutileza para não agitar as ondas
Pois nunca quis causar mágoa
Em quem veio ou foi por estas sondas
Rezei para vencer na vida
Calei para não ser comida
Tentei voltar na ida
Voltei pra não abrir ferida
Costumava ser melhor
Mais calmo e brando
E hoje, estou tão pior?
Venho, pergunto ao teu bando.
Mas com o tempo, perdi meu brilho
Queria que o tempo fosse maior
E que o trem de minha vida, não saísse do trilho
Resguardei-me por anos
E nunca ousei me expor um só segundo
Como um morcego por sobre os panos
Escondi-me em uma caverna, no centro do mundo
Pousei como o vento por sobre a água
Com sutileza para não agitar as ondas
Pois nunca quis causar mágoa
Em quem veio ou foi por estas sondas
Rezei para vencer na vida
Calei para não ser comida
Tentei voltar na ida
Voltei pra não abrir ferida
Costumava ser melhor
Mais calmo e brando
E hoje, estou tão pior?
Venho, pergunto ao teu bando.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Graças a Ti - Jardiel Carvalho
A quem mais se não a ti?
Devemos talvez escrever a homens?
Se tudo fez e nada cobraste
A não ser amor e bondade
Em tudo o que tocas
Faz então maravilhas
Dos insetos as orcas
Deste as mais belas trilhas
Sois pois quem tudo sabe
E o mais simples também
Sou eu não mais um surdo
Pois me curaste tão bem
Hoje de coração
Faço tudo o que posso
Pra ganhar o teu perdão
Faz-me não ter remorso...
Das maldades sofridas
Nada tento lembrar
Pois as flores ainda sementes
Hão um dia de brotar...
Devemos talvez escrever a homens?
Se tudo fez e nada cobraste
A não ser amor e bondade
Em tudo o que tocas
Faz então maravilhas
Dos insetos as orcas
Deste as mais belas trilhas
Sois pois quem tudo sabe
E o mais simples também
Sou eu não mais um surdo
Pois me curaste tão bem
Hoje de coração
Faço tudo o que posso
Pra ganhar o teu perdão
Faz-me não ter remorso...
Das maldades sofridas
Nada tento lembrar
Pois as flores ainda sementes
Hão um dia de brotar...
A ti - Jardiel Carvalho
Todo meu amor a ti dedico
Que sempre me fez sonhar
Que sempre me fez sorrir
E que nunca me deixou a abandonar
Nos momentos de angustia
Fizeste-me acordar
E nas mais escuras tristezas
Sua mão sempre a me levantar
Que nada questiona sobre o meu amor
E que nunca me fez odiar
Em vezes que na dor
Sempre me fez amar
18/04/2005
Que sempre me fez sonhar
Que sempre me fez sorrir
E que nunca me deixou a abandonar
Nos momentos de angustia
Fizeste-me acordar
E nas mais escuras tristezas
Sua mão sempre a me levantar
Que nada questiona sobre o meu amor
E que nunca me fez odiar
Em vezes que na dor
Sempre me fez amar
18/04/2005
Quatro tempos - Jardiel Carvalho
Quanto em quatro tempos?
Tempo sendo em anos ou horas
Se fazem presentes em todos os ventos
Que mesmo cansados fazem bem a ti que choras
Sentido procuras
Encontra mais dúvida
Pois hoje ternuras
Nem sempre cultivas
Em quatro tempos esperei
Quatro vidas vou buscar
Das quatro lutas que travei
Muitas forças pra buscar
Não me faço de perdido
Nem ao menos esquecido
Posso ser um dia morto
Mas na vida fui bem torto
Não esqueças que um dia
Foi criança e eu te ouvi
E hoje crescera, sorria
E faça como a vida viva, vivida, vivi...
Tempo sendo em anos ou horas
Se fazem presentes em todos os ventos
Que mesmo cansados fazem bem a ti que choras
Sentido procuras
Encontra mais dúvida
Pois hoje ternuras
Nem sempre cultivas
Em quatro tempos esperei
Quatro vidas vou buscar
Das quatro lutas que travei
Muitas forças pra buscar
Não me faço de perdido
Nem ao menos esquecido
Posso ser um dia morto
Mas na vida fui bem torto
Não esqueças que um dia
Foi criança e eu te ouvi
E hoje crescera, sorria
E faça como a vida viva, vivida, vivi...
Eu Herói – Jardiel Carvalho
Sou eu, o herói
O que sempre salva o dia
E que sempre dorme cansado, suado, apenas herói
Mas que pra ter uma vida melhor tudo daria
Esqueço-me qual foi minha ultima refeição
Nem lembro o nome de meus pais
Aos poucos fui ficando sem opção
E as pessoas sempre querendo mais
Mais de mim
Mais do que sou
Não vejo um fim
Nenhum fogo cessou
Me pego sempre sonhando com a calma
Mas nunca me vejo vivendo a
Porem sei, que tenho força na alma
E espero o mundo de vida que há
Que há além da minha vida
Onde todos são heróis
Onde tudo tem saída
E onde nada se destrói
Mas esqueço por momentos
E continuo em meio ao caos
Vejo me cair no esquecimento
E me perco aqui no cimento
Será que serei eu mais um prisioneiro?
Só agora me questiono sobre isso
Mas se todos me vêem como um cordeiro,
Porque me dão o compromisso?
Sempre pensei que fosse
Um privilegiado ser
Mas vejo que com toda essa pose
Não sou nada que possa vencer
Sou, pois meu pior inimigo
O maior vilão
Guardado dentro de mim estão comigo
Minhas duvidas e minha insatisfação
Serei eu letal por ser um herói?
Que nada constrói, e que não tem nenhum poder?
Algum poder que destrói?
Destrói sem nenhum medo de perder
Mas também sou meu único ponto fraco
Não consigo ser letal
Nem fazer nenhum mal
Sem querer fazer do mundo um lugar
Onde possa sonhar
Cheio de gente azul, verde, preto e branco
Recuso meu instinto mal
Mas todas as noites ao pensar como sou
Viro sempre herói como tal
E pra luta vou
Sou José, sou João, sou Maria, sou Clotilde, sou Luiza, sou Raimundo
Sou cidadão, trabalhador que vive nesse mundo
Sem ao menos ser lembrado
E mesmo sempre maltratado
Produz, cria, costura, varre, e transporta sua vida em segurança ao seu mundo
Sou eu o herói...
O que sempre salva o dia
E que sempre dorme cansado, suado, apenas herói
Mas que pra ter uma vida melhor tudo daria
Esqueço-me qual foi minha ultima refeição
Nem lembro o nome de meus pais
Aos poucos fui ficando sem opção
E as pessoas sempre querendo mais
Mais de mim
Mais do que sou
Não vejo um fim
Nenhum fogo cessou
Me pego sempre sonhando com a calma
Mas nunca me vejo vivendo a
Porem sei, que tenho força na alma
E espero o mundo de vida que há
Que há além da minha vida
Onde todos são heróis
Onde tudo tem saída
E onde nada se destrói
Mas esqueço por momentos
E continuo em meio ao caos
Vejo me cair no esquecimento
E me perco aqui no cimento
Será que serei eu mais um prisioneiro?
Só agora me questiono sobre isso
Mas se todos me vêem como um cordeiro,
Porque me dão o compromisso?
Sempre pensei que fosse
Um privilegiado ser
Mas vejo que com toda essa pose
Não sou nada que possa vencer
Sou, pois meu pior inimigo
O maior vilão
Guardado dentro de mim estão comigo
Minhas duvidas e minha insatisfação
Serei eu letal por ser um herói?
Que nada constrói, e que não tem nenhum poder?
Algum poder que destrói?
Destrói sem nenhum medo de perder
Mas também sou meu único ponto fraco
Não consigo ser letal
Nem fazer nenhum mal
Sem querer fazer do mundo um lugar
Onde possa sonhar
Cheio de gente azul, verde, preto e branco
Recuso meu instinto mal
Mas todas as noites ao pensar como sou
Viro sempre herói como tal
E pra luta vou
Sou José, sou João, sou Maria, sou Clotilde, sou Luiza, sou Raimundo
Sou cidadão, trabalhador que vive nesse mundo
Sem ao menos ser lembrado
E mesmo sempre maltratado
Produz, cria, costura, varre, e transporta sua vida em segurança ao seu mundo
Sou eu o herói...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Como Queira – Jardiel Carvalho
Espere que tudo seja como queira
Continue fazendo tudo o que faz
Viva sem eira nem beira
Construa tua vida inteira
Viva segundo seus conceitos
Entre em harmonia consigo
Seja com os outros assim como é contigo
Relate todas as suas idéias sem pretextos
Comece por podar também seus erros
Limpe sua vida
Queira bem, sem ter ferida
Rejeite apenas erros
E quando sentir que não da mais
Prossiga
Mostre suas forças aos demais
Prossiga...
Ame mais para ser amado
Doe mais para ter amigos
E mesmo cansado
Não corte os umbigos
Cultive suas asas
Perdoe pela dor
Fiel és tu que sempre com ardor
Media e aquece as brasas
Cause a sua impressão
Caminhe para derrubar os muros
E não apenas com murmúrios
Cante, dance, e passe com dom de aprovação
Não finja
Seja, seja, seja...
Continue fazendo tudo o que faz
Viva sem eira nem beira
Construa tua vida inteira
Viva segundo seus conceitos
Entre em harmonia consigo
Seja com os outros assim como é contigo
Relate todas as suas idéias sem pretextos
Comece por podar também seus erros
Limpe sua vida
Queira bem, sem ter ferida
Rejeite apenas erros
E quando sentir que não da mais
Prossiga
Mostre suas forças aos demais
Prossiga...
Ame mais para ser amado
Doe mais para ter amigos
E mesmo cansado
Não corte os umbigos
Cultive suas asas
Perdoe pela dor
Fiel és tu que sempre com ardor
Media e aquece as brasas
Cause a sua impressão
Caminhe para derrubar os muros
E não apenas com murmúrios
Cante, dance, e passe com dom de aprovação
Não finja
Seja, seja, seja...
Há uma esperança – Jardiel Carvalho
Hoje penso sobre tudo o que passei, e que o fiz
Não espero ter remorso
E você o que me diz?
Silencio é o que sempre ouço
Não estou conseguindo pensar
Nem ao menos falar...
Sempre ouço a mesma voz
Que martela em minha mente
E então de repente
Ouço outra voz
Que me fala
“É o seu tempo”
E em tudo fico atento
É quem sabe minha ultima serenata
Estou como sempre esperando
Talvez você me ligue
Ou quem sabe me chame
Estarei esperando
Há tempos não sentia tamanha dor
Nem ao menos uma pétala de todo o sofrimento
Apenas durmo...
Durmo com o som da brisa
E com você correndo, em minha mente
Mesmo se acabar o tempo da gente
Espero que não esteja indecisa
No fim da linha
Com o coração cansado, doido e quebrado
Estou sempre na minha, vejo que você caminha
E eu, fico neste mundo quase abandonado
Sei que um dia vamos nos encontrar
Mesmo que longos, ou dolorosos sejam os dias
Mesmo que me doa ao te ver no descanso entrar
Sei que vai ser sublime o dia que as nossas almas irão se juntar...
Não espero ter remorso
E você o que me diz?
Silencio é o que sempre ouço
Não estou conseguindo pensar
Nem ao menos falar...
Sempre ouço a mesma voz
Que martela em minha mente
E então de repente
Ouço outra voz
Que me fala
“É o seu tempo”
E em tudo fico atento
É quem sabe minha ultima serenata
Estou como sempre esperando
Talvez você me ligue
Ou quem sabe me chame
Estarei esperando
Há tempos não sentia tamanha dor
Nem ao menos uma pétala de todo o sofrimento
Apenas durmo...
Durmo com o som da brisa
E com você correndo, em minha mente
Mesmo se acabar o tempo da gente
Espero que não esteja indecisa
No fim da linha
Com o coração cansado, doido e quebrado
Estou sempre na minha, vejo que você caminha
E eu, fico neste mundo quase abandonado
Sei que um dia vamos nos encontrar
Mesmo que longos, ou dolorosos sejam os dias
Mesmo que me doa ao te ver no descanso entrar
Sei que vai ser sublime o dia que as nossas almas irão se juntar...
No Auge – Jardiel Carvalho
No auge de meus pensamentos
Reparo algo muito curioso,
Não sei se por momentos
Mas vejo agora o tal glorioso
Quase não acredito
Agora sei o que era
Ou tinha dito
Eis que se revela
Revela?
Se opõe
De uma cela
Repõe
Repõe as vidas
Refaz estigmas
Diversas saídas
Que outrora surgidas
Surgidas do escuro
Onde estávamos escondidos
Já não estou mais seguro
E nem sei destas vidas
Mas se existem saídas
Por que rejeitar o caminho?
Talvez sejam as feridas
Ou o fim do meu sonho
O silêncio já não me acalma mais
A noite, já não é minha amiga
E as coisas que não faria jamais
Já não são de uma vida antiga
O estranho sentimento ressurge
Algo que antes me era comum
Hoje sinto como um monge,
Que perde seus dons, um a um
Sinto algo estranho
Tenho medo disso
Me sinto estranho
Como se já houvesse visto
E outra vez no auge
No auge dos meus pensamentos
Eis que surge
De novo por momentos
Um pequeno momento
De êxtase e euforia
Sem nenhum motivo
Diferente do que eu faria
E logo some do peito
Acordo e organizo o juízo
Procuro um jeito
Refaço, repenso, organizo
Organizo e durmo de novo
Durmo em minhas idéias
E sonho acordado de novo
Sonho, idéias
Idéias vagas
Que me fogem
A todo o momento, largas idéias
Largas até a margem
Fogem, fogem...
Reparo algo muito curioso,
Não sei se por momentos
Mas vejo agora o tal glorioso
Quase não acredito
Agora sei o que era
Ou tinha dito
Eis que se revela
Revela?
Se opõe
De uma cela
Repõe
Repõe as vidas
Refaz estigmas
Diversas saídas
Que outrora surgidas
Surgidas do escuro
Onde estávamos escondidos
Já não estou mais seguro
E nem sei destas vidas
Mas se existem saídas
Por que rejeitar o caminho?
Talvez sejam as feridas
Ou o fim do meu sonho
O silêncio já não me acalma mais
A noite, já não é minha amiga
E as coisas que não faria jamais
Já não são de uma vida antiga
O estranho sentimento ressurge
Algo que antes me era comum
Hoje sinto como um monge,
Que perde seus dons, um a um
Sinto algo estranho
Tenho medo disso
Me sinto estranho
Como se já houvesse visto
E outra vez no auge
No auge dos meus pensamentos
Eis que surge
De novo por momentos
Um pequeno momento
De êxtase e euforia
Sem nenhum motivo
Diferente do que eu faria
E logo some do peito
Acordo e organizo o juízo
Procuro um jeito
Refaço, repenso, organizo
Organizo e durmo de novo
Durmo em minhas idéias
E sonho acordado de novo
Sonho, idéias
Idéias vagas
Que me fogem
A todo o momento, largas idéias
Largas até a margem
Fogem, fogem...
Aos Palhaços – Jardiel Carvalho
Faço tudo
Mas tudo é nada
Contudo
Penso, reflito, e nada
Marco com caneta vermelha
Risco com lápis azul
Ponho o pão na grelha
E ainda olho pro sul
Remendo com cola
Todos os pedaços
E na porta da escola,
Estão dois mil palhaços
Correndo no escuro
Trazem gargalhadas
Mas logo ali no muro
Recebem mais pancadas
Humilhados, maltratados
Pobres palhaços
Calados, zombados
Juntam seus pedaços
Refazem a piada
De forma mais criativa
E mais uma vez na calçada
Criam expectativa
Agora sorrisos
Aos montes, honestos
Mas antes sofridos
Ecoavam protestos...
Mas tudo é nada
Contudo
Penso, reflito, e nada
Marco com caneta vermelha
Risco com lápis azul
Ponho o pão na grelha
E ainda olho pro sul
Remendo com cola
Todos os pedaços
E na porta da escola,
Estão dois mil palhaços
Correndo no escuro
Trazem gargalhadas
Mas logo ali no muro
Recebem mais pancadas
Humilhados, maltratados
Pobres palhaços
Calados, zombados
Juntam seus pedaços
Refazem a piada
De forma mais criativa
E mais uma vez na calçada
Criam expectativa
Agora sorrisos
Aos montes, honestos
Mas antes sofridos
Ecoavam protestos...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Talita.... - Jardiel Carvalho
Escrevo aqui sobre este momento
Que agora vivo com dores e risos
E digo sem sofrimento
Respira e promove risos
Converso com Talita
Que nunca sonhei ser minha vizinha
Que coisa mais doida adimita
Ainda que eu fizesse figuinha
Mas agora tenho mais empenho
Saber que em minha vida
Não estou só no engenho
No engenho de palavras e pensanentos
Nessa vida sofrida...
Que agora vivo com dores e risos
E digo sem sofrimento
Respira e promove risos
Converso com Talita
Que nunca sonhei ser minha vizinha
Que coisa mais doida adimita
Ainda que eu fizesse figuinha
Mas agora tenho mais empenho
Saber que em minha vida
Não estou só no engenho
No engenho de palavras e pensanentos
Nessa vida sofrida...
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Qe Bagunça Minha Mente - Jardiel Carvalho
Se cada vez que olho
Acordo em meus pensamentos
Vivendo, ouvindo
Prendo a respiração por momentos
Já agora, escrevo pensando
Ponho no papel o que vem na mente
Respondo:
Não sou mais semente
Esfolo o couro dos dedos
Nem penso em palavras
Mortifera dor nos dedos
Por que tu não lavras?
Que bagunça minha mente
Nada organizado, tudo jogado
Que coisa demente
Então fico calado...
Acordo em meus pensamentos
Vivendo, ouvindo
Prendo a respiração por momentos
Já agora, escrevo pensando
Ponho no papel o que vem na mente
Respondo:
Não sou mais semente
Esfolo o couro dos dedos
Nem penso em palavras
Mortifera dor nos dedos
Por que tu não lavras?
Que bagunça minha mente
Nada organizado, tudo jogado
Que coisa demente
Então fico calado...
Bom... - Jardiel Carvalho
Nem maldades nem bondades
De outras formas viverei
Procurando mais verdades
Só não sei se encontrarei
Não encontro mil palavras
Nem ao menos uma sei
Pra explicar mostrar as provas
Sobre tudo o que falei
Nada faz a vida fácil
E nem faço eu também
Não procuro ser mais frágil
Ou mais forte que alguém...
De outras formas viverei
Procurando mais verdades
Só não sei se encontrarei
Não encontro mil palavras
Nem ao menos uma sei
Pra explicar mostrar as provas
Sobre tudo o que falei
Nada faz a vida fácil
E nem faço eu também
Não procuro ser mais frágil
Ou mais forte que alguém...
Faça Acontecer - Jardiel Carvalho
Sem ter o que fazer se faz muita coisa
Mas se tendo o que fazer limita-se àquilo
Então não faça muita coisa
Fique tranqüilo
Pois não se é o que não se quer ser
Então abra sua mente e viva
Deixe a vida dos outros pra eles viverem
Curta a sua e aprenda a viver
Não se faça de muito entendido
Pois não se sabe além do limite
Não fique muito tempo escondido
Seja calmo não se irrite
Não ouça algumas coisas
Preste atenção sem perceber
Não de muitas respostas
Saia mais pra beber
Abrace mais seus amigos
Faça por onde
Tenha amigos
Corra atrás
Um dia talvez tenha recompensa
Mas não faça as ciosas esperando
Obter recompensa
Mantenha-se brando
Reforce suas bondades
Caia na estrada
Visite comunidades
Não use cartas marcadas
Parte II
Requer, toma, cuida e chora
Recua das idas que foi
Torna teu agora
Depois mostra como foi
Querendo ser apenas mais um
Remonta tua série de idéias
Castiga sem querer qualquer um
Seduz a vida de tuas tetéias
Qualquer que seja a mensagem
Mostra como se fosse importante
Não ande apenas pela margem
Seja imponente, infante
Tira do teu autor
Toda a passionalidade
Como se fosse um doutor
Que vê a morte com naturalidade
Como ele seja forte
Reflita e beba da fonte
Siga vá adiante
Castigue a falta de sorte ...
Mas se tendo o que fazer limita-se àquilo
Então não faça muita coisa
Fique tranqüilo
Pois não se é o que não se quer ser
Então abra sua mente e viva
Deixe a vida dos outros pra eles viverem
Curta a sua e aprenda a viver
Não se faça de muito entendido
Pois não se sabe além do limite
Não fique muito tempo escondido
Seja calmo não se irrite
Não ouça algumas coisas
Preste atenção sem perceber
Não de muitas respostas
Saia mais pra beber
Abrace mais seus amigos
Faça por onde
Tenha amigos
Corra atrás
Um dia talvez tenha recompensa
Mas não faça as ciosas esperando
Obter recompensa
Mantenha-se brando
Reforce suas bondades
Caia na estrada
Visite comunidades
Não use cartas marcadas
Parte II
Requer, toma, cuida e chora
Recua das idas que foi
Torna teu agora
Depois mostra como foi
Querendo ser apenas mais um
Remonta tua série de idéias
Castiga sem querer qualquer um
Seduz a vida de tuas tetéias
Qualquer que seja a mensagem
Mostra como se fosse importante
Não ande apenas pela margem
Seja imponente, infante
Tira do teu autor
Toda a passionalidade
Como se fosse um doutor
Que vê a morte com naturalidade
Como ele seja forte
Reflita e beba da fonte
Siga vá adiante
Castigue a falta de sorte ...
Homem e Natureza - Jardiel Carvalho
A natureza que tudo dá
Também um dia vai acabar
Por tanto usar sem responsabilidade
Faz o mundo se esvair em vaidade
O homem constrói
Destrói refaz
E mesmo quando refaz
Destrói
Conseqüências impensadas
Promessas deixadas
Futuro roubado
Saturado perdido
Com dores de ouvido
Cansado de ouvir tal ruído
Ruído das maquinas
Ruído que dói
Destrói as vidas nas esquinas
E que daqui p´ra frente
Sorrindo p´ra frente
Destrói, corroi...
Também um dia vai acabar
Por tanto usar sem responsabilidade
Faz o mundo se esvair em vaidade
O homem constrói
Destrói refaz
E mesmo quando refaz
Destrói
Conseqüências impensadas
Promessas deixadas
Futuro roubado
Saturado perdido
Com dores de ouvido
Cansado de ouvir tal ruído
Ruído das maquinas
Ruído que dói
Destrói as vidas nas esquinas
E que daqui p´ra frente
Sorrindo p´ra frente
Destrói, corroi...
No Fim de Tudo - Jardiel Carvalho
No fim de tudo
Até que vivi
Mas vejo contudo
O quanto sofri
Muito desperdicei
Nem ao menos restou
Um pouco do que comecei
Tudo se estragou
Se perdeu ao longe
Restou apenas pó
Do pouco no meu auge
Que no alto estive só
É sofri...
Contudo...
Vivi...
No fim de tudo.
Até que vivi
Mas vejo contudo
O quanto sofri
Muito desperdicei
Nem ao menos restou
Um pouco do que comecei
Tudo se estragou
Se perdeu ao longe
Restou apenas pó
Do pouco no meu auge
Que no alto estive só
É sofri...
Contudo...
Vivi...
No fim de tudo.
Será se sonhos?? - Jardiel Carvalho
Será se sonhos??
(Jardiel Carvalho Souza)
O encanto mostra o ato
Das murmúrias em tons baixos
Outra vez molho os sapatos
Dentre todos os capachos
Na beleza juvenil
Olhos claros e eternos
Em vez de doze beijos mil
Mil abraços mais fraternos
Sopros e golpes ao vento
Desespero e angustia
Vejo eu mesmo ao relento
Nada mais do que angustia
Olho o nada e vejo o mar
Ou quem sabe só um som
Pois por mais que possa olhar
Não consigo ver se é bom
Mas do que é feita a vida?
Se não de sonhos e sonhos?
Não procurei uma saída
O futuro? Sempre sonhos...
(Jardiel Carvalho Souza)
O encanto mostra o ato
Das murmúrias em tons baixos
Outra vez molho os sapatos
Dentre todos os capachos
Na beleza juvenil
Olhos claros e eternos
Em vez de doze beijos mil
Mil abraços mais fraternos
Sopros e golpes ao vento
Desespero e angustia
Vejo eu mesmo ao relento
Nada mais do que angustia
Olho o nada e vejo o mar
Ou quem sabe só um som
Pois por mais que possa olhar
Não consigo ver se é bom
Mas do que é feita a vida?
Se não de sonhos e sonhos?
Não procurei uma saída
O futuro? Sempre sonhos...
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Infância - Jardiel Carvalho
Gosto de lembrar da minha infância
Quando tudo era tão belo
Um tanto singelo
Mas sempre com abundancia
Lembro como o mundo era grande
Como a grama era mais verde
Tinha tanto tempo, tempo que não se perdia
Como criança se diverte
Com uma pequena pedra
Faziamos um brinquedo
Sem nenhum segredo
Era simples como o levantar da queda
Que saudades da minha infância...
Quando tudo era tão belo
Um tanto singelo
Mas sempre com abundancia
Lembro como o mundo era grande
Como a grama era mais verde
Tinha tanto tempo, tempo que não se perdia
Como criança se diverte
Com uma pequena pedra
Faziamos um brinquedo
Sem nenhum segredo
Era simples como o levantar da queda
Que saudades da minha infância...
Soneto dois - Jardiel Carvalho
Ainda que seja eu
Menos favorecido que alguém
Sei que posso ir além
Além do que você prometeu
Foi assim que se rompeu
A corrente de você, do bem
E sei que talvez ano que vem
Seja por mim melhor que eu
Deixo tudo p'ra traz
não respeito nada
Apenas caio no mundo
Refaço as coisas que você fez
relembro cada cilada
Me torno menos um no mundo.
Menos favorecido que alguém
Sei que posso ir além
Além do que você prometeu
Foi assim que se rompeu
A corrente de você, do bem
E sei que talvez ano que vem
Seja por mim melhor que eu
Deixo tudo p'ra traz
não respeito nada
Apenas caio no mundo
Refaço as coisas que você fez
relembro cada cilada
Me torno menos um no mundo.
Soneto um - Jardiel Carvalho
Luzes que outrora me fogiam
Agora se fazem presentes
E assim ferventes
Me aquecem como antes não o fazim
Me acho em meus perdidos
Junto as lagimas com uma colher
Pois assim me faço mais forte sem tal mulher
E reparo todos os males trazidos
Resguardo minha intenção
rejeito seu desejo
de ser em mim moradia
Pretejo meu coração
e nem teu beijo
me faz ser bom como fazia
Agora se fazem presentes
E assim ferventes
Me aquecem como antes não o fazim
Me acho em meus perdidos
Junto as lagimas com uma colher
Pois assim me faço mais forte sem tal mulher
E reparo todos os males trazidos
Resguardo minha intenção
rejeito seu desejo
de ser em mim moradia
Pretejo meu coração
e nem teu beijo
me faz ser bom como fazia
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
... - Jardiel Carvalho
Tenho fome
sinto dor
sinto frio
sou doente
Me custo muito
Encho minha vida
Penso no assunto
Me rompo em ferida
Casos sem solução
Protesto sobre tudo
Mas não tenho uma ação
Estudo, estudo...
sinto dor
sinto frio
sou doente
Me custo muito
Encho minha vida
Penso no assunto
Me rompo em ferida
Casos sem solução
Protesto sobre tudo
Mas não tenho uma ação
Estudo, estudo...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Pessoas - Jardiel Carvalho
Tenho vontade de me trancar, no mais fundo, onde ninguém vai conseguir me resgatar.
Não estou apenas me lamentando, andei reparando que a vida sempre me prega peças. Olho ao redor e sempre vejo quão oportuna e farta é a existência, cheia de oportunidades e abundante em sua generosidade.
Me pergunto se algum dia serei contemplado na loteria da vida. Quando irei receber a super bolada em saúde, paz , felicidade, prosperidade, amor e outras coisas bobas?
Me pergunto também quando vou poder ter pessoas boas ao meu lado sem que outras pessoas interfiram?
Será que sou uma pessoa tão ruim, que as outras tenham que por algum motivo se afastar de mim?
Nunca na minha vida desejei que uma pessoa se quer quebrasse uma unha, quanto mais um mal maiór.
Observo que as pessoas são tão egoístas presas em seus mundos, querendo prender as outras em suas falsas realidades.
Mas as pessoas são apenas pessoas, com seus erros e acertos, não espero que as pessoas mudem, tenho sim muita pena delas...
Tenho pena de suas miudezas, de sua pequenês, de sua falta de compaixão e de sua arrogância, achando que é a sua a verdade absoluta sem querer ouvir o que as muitas outras tem a dizer.
Escrevo pois não pretendo dizer essas palavras a ninguém.
Tento apenas ser uma pessoa melhor do que ja fui um dia, todos os dias tento crescer mais e penso que só através de boas ações posso começar a minha mudança.
Não estou apenas me lamentando, andei reparando que a vida sempre me prega peças. Olho ao redor e sempre vejo quão oportuna e farta é a existência, cheia de oportunidades e abundante em sua generosidade.
Me pergunto se algum dia serei contemplado na loteria da vida. Quando irei receber a super bolada em saúde, paz , felicidade, prosperidade, amor e outras coisas bobas?
Me pergunto também quando vou poder ter pessoas boas ao meu lado sem que outras pessoas interfiram?
Será que sou uma pessoa tão ruim, que as outras tenham que por algum motivo se afastar de mim?
Nunca na minha vida desejei que uma pessoa se quer quebrasse uma unha, quanto mais um mal maiór.
Observo que as pessoas são tão egoístas presas em seus mundos, querendo prender as outras em suas falsas realidades.
Mas as pessoas são apenas pessoas, com seus erros e acertos, não espero que as pessoas mudem, tenho sim muita pena delas...
Tenho pena de suas miudezas, de sua pequenês, de sua falta de compaixão e de sua arrogância, achando que é a sua a verdade absoluta sem querer ouvir o que as muitas outras tem a dizer.
Escrevo pois não pretendo dizer essas palavras a ninguém.
Tento apenas ser uma pessoa melhor do que ja fui um dia, todos os dias tento crescer mais e penso que só através de boas ações posso começar a minha mudança.
Vida Alheia - Jardiel Carvalho
Penso, penso e repenso...
Tantas são as coisas para me preocupar, mas as vezes acabo me apegando às menores.
Tenho toda uma vida, mas sempre me pego cuidando da vida alheia, não sei por que, mas me parece satisfatório. Quando ouço coxixos, logo tento ficar por dentro do assunto.
É, talvez eu não tenha tanta coisa p'ra resolver em minha vida, talvez tenha nascido com uma missão:
Cuidar da vida dos outros. Mesmo que a minha propria vida esteja um caos, mesmo que tenha minhas contas p'ra pagar, ou mesmo que eu esteja em meus piores dias, a vida dos outros é mais importante...
E tenho dito.
Tantas são as coisas para me preocupar, mas as vezes acabo me apegando às menores.
Tenho toda uma vida, mas sempre me pego cuidando da vida alheia, não sei por que, mas me parece satisfatório. Quando ouço coxixos, logo tento ficar por dentro do assunto.
É, talvez eu não tenha tanta coisa p'ra resolver em minha vida, talvez tenha nascido com uma missão:
Cuidar da vida dos outros. Mesmo que a minha propria vida esteja um caos, mesmo que tenha minhas contas p'ra pagar, ou mesmo que eu esteja em meus piores dias, a vida dos outros é mais importante...
E tenho dito.
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